Ordo Fratrum Minorum Capuccinorum

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updated 5:06 AM CEST, Sep 24, 2018

Crescer na pequenez

Encontro dos formadores da CENOC
(31 de janeiro – 2 de fevereiro de 2018)

Formadores CENOC em números

8 Províncias/Custódias:

  • Irlanda
  • Grã-Bretanha
  • Bélgica
  • Holanda
  • Alemanha
  • Suíça
  • Áustria – Tirol do Sul
  • Malta

formandos:

  • 10 Postulantes
  • 2 Noviços
  • 10 Pós-noviços

Münster (Alemanha). “Crescer na pequenez”, este é o desafio para todas as províncias capuchinhas da Europa central e setentrional: o número dos frades é exíguo e a média de idade aumenta sempre mais. Isso leva ao fechamento dos conventos e a uma reflexão sobre quais possam ser as melhores escolhas para os idosos. Também para os formadores, a situação na Europa central põe novas perguntas: as possibilidades e alternativas que se apresentam à juventude são várias; os jovens têm sempre menos imaginação e cada vez mais dificuldade em tomar decisões que devam durar por toda a vida. Isso comporta a diminuição daqueles que olham com interesse à vida capuchinha, e a média de idade dos aspirantes é sempre mais alta. Para os poucos frades em formação, é difícil viver experiências com seus pares, e os frades jovens nas províncias têm muitas responsabilidades, por isso, não é nada fácil deixar frades qualificados na formação em tempo integral. No passado, chegou-se a organizar juntos a formação entre províncias de língua alemã e se abriu um noviciado comum na Irlanda em língua inglesa. Algumas províncias também enviaram seus jovens frades em outros países para a formação, por exemplo, na Itália, para o noviciado.

Os 13 frades que vieram a Münster no fim de janeiro provinham da Irlanda, Grã-Bretanha, França, Holanda, Alemanha, Suíça e Malta. Tinham recebido dos Ministros Provinciais a tarefa de pensar juntos como incrementar a colaboração em âmbito formativo. Levando em consideração a “crescente pequenez”, a tarefa é a de estabelecer juntos pontos fixos para o carisma capuchinho na Europa e, ao mesmo tempo, valorizar as diferenças regionais e culturais da multiforme tradição capuchinha, encontrando para elas o espaço adequado no agir juntos. Um dos problemas principais nesta comunhão europeia é a falta de uma língua comum, e este é o primeiro denominador comum a se buscar.

Na manhã do primeiro dia, em pequenos grupos, examinamos o projeto do segundo capítulo da Ratio Formationis, de maneira que, além de fornecer um retorno ao Secretariado para a Formação, poder considerar onde emergem as cinco dimensões em nossos caminhos formativos e quais elementos de tipo espiritual, humano, carismático, intelectual e apostólico devem ser objeto de atenção, de modo particular, no projeto de uma formação comum na Europa Central. Em seguida, levando em conta textos publicados até agora, examinamos cada uma das fases da formação para identificar e fixar os desafios e os pontos críticos dentro da pastoral vocacional, do postulado, do noviciado e do pós-noviciado.

Este trabalho preparatório nos ajudou, no segundo dia, a fazer emergir as problemáticas concretas e as temáticas sobre as quais debater para enquadrar o modelo de um noviciado comum. Mais do que o conflito objetivo, foi importante o momento em que percebemos reciprocamente a dor de cada um ter que sacrificar algum costume. Vale a pena, para criar juntos algo de novo a partir das condições do nosso tempo e das energias que cada Província pode pôr à disposição.

À tarde, após a discussão da manhã, ousamos nos aventurar em uma ação criativa sobre o nosso projeto. Em três pequenos grupos, tentamos dar corpo ao nosso sonho, ou melhor, ao nosso sonho de noviciado, para ver aonde teremos chegado com as nossas reflexões. Os modelos que daí resultaram têm muitos pontos em comum, de modo que o trabalho ulterior no caminho rumo a um noviciado CENOC possa tomar corpo. Optamos pela constituição de um convento na Itália, no qual fundar uma nova fraternidade europeia onde estejam presentes confrades que falem as línguas dos noviços. Todos os trabalhos domésticos deverão ser desempenhados pela própria fraternidade, tornando possível o contato com os pobres, mas deve ser também favorecido o encontro com as pessoas que vivem em torno ao convento, seja para a oração, seja para as iniciativas pastorais. Após o noviciado, será previsto um tempo de regresso à própria Província (3 meses), para, em seguida, encontrar-se juntos para um tempo comum de pós-noviciado (9 meses).

Como formadores, estamos contentes por iniciar o projeto “Noviciado comum CENOC”. Esperamos com ânsia o aval dos Ministros Provinciais e a constituição de um grupo de trabalho que possa atuar concretamente o projeto.

Crescere nella piccolezza

Crescere nella piccolezza

Última modificação em Sexta, 23 Março 2018 21:56