{"id":4843,"date":"2021-09-16T22:29:19","date_gmt":"2021-09-16T21:29:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ofmcap.org\/madre-maria-lourenca-longo\/"},"modified":"2025-06-02T11:03:48","modified_gmt":"2025-06-02T09:03:48","slug":"madre-maria-lourenca-longo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ofmcap.org\/pt-pt\/madre-maria-lourenca-longo\/","title":{"rendered":"Madre Maria Louren\u00e7a Longo"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-32384\" src=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/3deffbc101e10bdb03966a4973925831.jpg\" alt=\"\" width=\"846\" height=\"621\" srcset=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/3deffbc101e10bdb03966a4973925831.jpg 846w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/3deffbc101e10bdb03966a4973925831-300x220.jpg 300w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/3deffbc101e10bdb03966a4973925831-768x564.jpg 768w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/3deffbc101e10bdb03966a4973925831-370x272.jpg 370w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/3deffbc101e10bdb03966a4973925831-840x617.jpg 840w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/3deffbc101e10bdb03966a4973925831-410x301.jpg 410w\" sizes=\"(max-width: 846px) 100vw, 846px\" \/><\/p>\n<div data-pm-slice=\"1 1 []\" data-en-clipboard=\"true\">Carta do Ministro Geral<\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Baixar<\/strong><\/p>\n<table class=\"table-docs\">\n<tbody>\n<tr>\n<th style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/rg_longo_pt.pdf\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-100172\" src=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pdf-icon-150x150.png\" alt=\"\" width=\"55\" height=\"51\" srcset=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pdf-icon-300x277.png 300w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pdf-icon-370x342.png 370w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pdf-icon.png 411w\" sizes=\"(max-width: 55px) 100vw, 55px\" \/><\/a><\/th>\n<th style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/rg_longo_pt.docx\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-46344\" src=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/icon-word.png\" alt=\"\" width=\"55\" height=\"55\" \/><\/a><\/th>\n<th style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/rg_longo_pt.mobi\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-100160\" src=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/mobi-icon-150x150.png\" alt=\"\" width=\"55\" height=\"51\" srcset=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/mobi-icon-300x277.png 300w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/mobi-icon-370x342.png 370w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/mobi-icon.png 411w\" sizes=\"(max-width: 55px) 100vw, 55px\" \/><\/a><\/th>\n<th style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/rg_longo_pt.epub\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-100154\" src=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/epub-icon-150x150.png\" alt=\"\" width=\"55\" height=\"51\" srcset=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/epub-icon-300x277.png 300w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/epub-icon-370x342.png 370w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/epub-icon.png 411w\" sizes=\"(max-width: 55px) 100vw, 55px\" \/><\/a><\/th>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A vers\u00e3o em PDF cont\u00e9m uma formata\u00e7\u00e3o especial para impress\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Madre Maria Louren\u00e7a Longo<\/strong><\/h3>\n<p>Prot. N. 00585\/21<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00c0s monjas Clarissas Capuchinhas.<\/p>\n<p>Minhas car\u00edssimas irm\u00e3s,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A paz do Senhor esteja convosco!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. A iminente beatifica\u00e7\u00e3o da Vener\u00e1vel Maria Louren\u00e7a Longo \u00e9 uma \u00f3tima ocasi\u00e3o para iniciar um di\u00e1logo sobre a fisionomia espiritual da fundadora do vosso primeiro mosteiro e iniciadora da reforma capuchinha feminina, que certamente foi marcada pelo seu esp\u00edrito e pelos seus ideais, e delineou uma \u201cpr\u00f3pria\u201d especificidade dentro da segunda Ordem Franciscana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo crist\u00e3o \u00e9 chamado pelo Senhor a encarnar a Palavra, a fazer de sua vida uma miss\u00e3o. Como ensina o Papa Francisco, <em>\u201c<\/em><em>cada santo \u00e9 uma mensagem que o Esp\u00edrito Santo extrai da riqueza de Jesus Cristo e d\u00e1 ao seu povo<\/em><em>\u201d<\/em><a title=\"\" href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><em>.<\/em> E, para conhec\u00ea-lo, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio deter-se muito nos detalhes, que podem muito bem estar sujeitos a sombras e fraquezas. \u201c<em>O que devemos contemplar \u00e9 o conjunto da sua vida, o seu caminho inteiro de santifica\u00e7\u00e3o, aquela figura que reflete algo de Jesus Cristo e que sobressai quando se consegue compor o sentido da totalidade da sua pessoa<\/em>\u201d<a title=\"\" href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Busquemos, ent\u00e3o, deixar emergir esta \u201cforma\u201d da santidade de Madre Maria Louren\u00e7a, sabendo que cada um de n\u00f3s tamb\u00e9m \u00e9 convidado a conceber a totalidade da sua vida como uma miss\u00e3o. E, portanto, a reconhecer a palavra que Deus quer dizer ao mundo atrav\u00e9s de n\u00f3s<a title=\"\" href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I. Maria Louren\u00e7a: peregrina\u00e7\u00e3o e disponibilidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. A terra catal\u00e3 viu o nascimento de Maria Requenses, (provavelmente em L\u00e9rida, em 1463) nos anos de transi\u00e7\u00e3o da Idade M\u00e9dia \u00e0 Moderna. Ainda jovem, desposou Joan Llonc, com o qual teve v\u00e1rios filhos. Nesses anos, Maria foi essencialmente esposa e m\u00e3e, vivendo uma vida discreta de servi\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o em \u00e2mbito familiar. A serenidade di\u00e1ria foi interrompida por uma triste tentativa de envenenamento por parte de uma servi\u00e7al, que deixou Maria paralisada e em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, com limita\u00e7\u00f5es e grandes sofrimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, na \u00faltima parte do s\u00e9culo XV, ia se configurando unidade territorial da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, sob o dom\u00ednio dos reis \u201ccat\u00f3licos\u201d. A Coroa espanhola dominava os mares, encontrando novos horizontes de expans\u00e3o em terras americanas. E, no Mediterr\u00e2neo, o poderio espanhol alcan\u00e7ou a ilha da Sardenha e, em seguida, o Reino de N\u00e1poles, na It\u00e1lia meridional. Justamente Joan Llonc foi enviado a N\u00e1poles para acompanhar o rei como regente e prestar servi\u00e7os em sua chancelaria. Para l\u00e1 se transferiu toda a fam\u00edlia, cujo sobrenome, italianizado, tornou-se Longo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cora\u00e7\u00e3o de Maria aprendera nesses anos a sofrer com amor o limite da doen\u00e7a e a separa\u00e7\u00e3o da sua terra natal. Poucos anos depois, a morte do marido a deixar\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o ainda mais vulner\u00e1vel: vi\u00fava, inv\u00e1lida e dependente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. No contexto religioso daqueles anos, percebia-se uma ebuli\u00e7\u00e3o, em meio a cr\u00edticas \u00e0s deforma\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es eclesiais e aspira\u00e7\u00f5es por mudan\u00e7as e reformas evang\u00e9licas. O ambiente cat\u00f3lico \u201cpr\u00e9-tridentino\u201d era rico de iniciativas, de protagonismo leigo e de grandes mulheres, que viviam profundamente a pr\u00f3pria f\u00e9 em meio aos diversos servi\u00e7os aos mais desamparados e as alturas m\u00edsticas na intimidade da ora\u00e7\u00e3o<a title=\"\" href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1509, Maria fez uma peregrina\u00e7\u00e3o muito desejada: a visita \u00e0 Santa Casa de Nazar\u00e9 no Santu\u00e1rio de Loreto. A\u00ed se realiza a sua prodigiosa cura por intercess\u00e3o da Virgem Sant\u00edssima, milagre que lhe restitui a sa\u00fade e a mobilidade&#8230; E ainda aconteceu muito mais! Na casa do \u201csim\u201d, circundada pelas mesmas paredes que testemunharam o <em>\u201cfiat\u201d<\/em> da M\u00e3e do Senhor, o Esp\u00edrito Santo ainda uma vez faz prod\u00edgios, encontrando nesta outra Maria disponibilidade e acolhida. Mudar\u00e1 tamb\u00e9m o nome para Maria Louren\u00e7a, ligando a sua pessoa a este evento espiritual em Loreto. Desde ent\u00e3o, a sua nova veste foi o h\u00e1bito franciscano dos terci\u00e1rios, e a sua nova miss\u00e3o, doar-se completamente aos pobres e enfermos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. Os mais necessitados de N\u00e1poles encontraram nesta mulher o sinal da consola\u00e7\u00e3o amorosa de Deus Pai, e ela mesma aprendeu ao longo dos anos a descobrir o rosto de Cristo em cada pobre, doando-se sem reservas, material e espiritualmente. Pelo caminho da solidariedade, reconheceu esta cidade como sua nova p\u00e1tria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o passar do tempo, o Senhor lhe pediu para dar um outro passo nesta peregrina\u00e7\u00e3o de disponibilidade: o in\u00edcio de uma obra de assist\u00eancia permanente e org\u00e2nica. Aqui, entra em cena Ettore Vernazza, not\u00e1rio vi\u00favo que dedicou sua vida e fortuna \u00e0 assist\u00eancia aos necessitados, fundando em G\u00eanova o primeiro \u201c<em>Hospital dos Incur\u00e1veis<\/em>\u201d. Do mesmo modo com que tinha feito ali e depois em Roma, Vernazza se dirigiu a N\u00e1poles com este projeto em mente. Com a sua tenaz perseveran\u00e7a, conquistou a disponibilidade de Maria Louren\u00e7a para estar em primeira linha neste sonho. Ela aceitou com esp\u00edrito de f\u00e9, consciente dos pr\u00f3prios limites, depois de ter percebido em uma Santa Missa o convite do Senhor a am\u00e1-lo ainda mais nos pobres incur\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Hospital de N\u00e1poles foi organizado, governado e consolidado com toda a dedica\u00e7\u00e3o da Madre: com suas for\u00e7as, assistia aos doentes, animava os volunt\u00e1rios e colaboradores em sua tarefa de servi\u00e7o e buscava sensibilizar os ricos para torn\u00e1-los solid\u00e1rios com os mais pobres. Junto com ela, algumas mulheres de nobre estirpe foram as grandes benfeitoras da obra e assumiram pessoalmente o cuidado dos pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros frades capuchinhos, chegados a N\u00e1poles, foram acolhidos nas depend\u00eancias do Hospital e se dedicaram \u00e0 assist\u00eancia dos \u201cincur\u00e1veis\u201d, enquanto se preparava a sua resid\u00eancia definitiva. Igualmente aconteceu com os padres Teatinos \u00e0 chegada deles \u00e0 cidade, com o pr\u00f3prio S\u00e3o Caetano \u00e0 frente da comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. Quando a obra parecia consolidar-se organicamente e as suas for\u00e7as f\u00edsicas diminu\u00edam, no cora\u00e7\u00e3o de Maria Louren\u00e7a nasceu um novo e intenso desejo de peregrina\u00e7\u00e3o, rumo \u00e0 meta definitiva. Desejava visitar a Terra Santa, \u201c<em>para venerar as preciosas antiguidades banhadas pelo sangue do Redentor<\/em>\u201d. Contudo, tal desejo se transformou quando descobriu que era mais agrad\u00e1vel a Deus permanecer em N\u00e1poles e \u201c<em>consagrar um mosteiro de virgens ao patroc\u00ednio e nome de Santa Maria de Jerusal\u00e9m<\/em>\u201d<a title=\"\" href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Assim, logo reuniu um grupo de mulheres desejosas de uma radical dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e solid\u00e3o, que iniciaram a recitar juntas o Of\u00edcio Divino. Com o acompanhamento espiritual de S\u00e3o Caetano, e embora estivesse limitada pela doen\u00e7a e pela idade, Maria Louren\u00e7a se p\u00f4s ao trabalho e, em 1535, obteve a Bula papal de aprova\u00e7\u00e3o do novo mosteiro de \u201c<em>Monjas da Terceira Ordem de S\u00e3o Francisco sob a Regra de Santa Clara<\/em>\u201d<a title=\"\" href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. A resid\u00eancia inicial se encontrava nas depend\u00eancias do pr\u00f3prio Hospital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria Louren\u00e7a se prop\u00f4s assegurar o futuro do mosteiro dando normas e diretrizes baseadas na Regra de Santa Clara, as Constitui\u00e7\u00f5es de Santa Coleta e a experi\u00eancia reformadora dos Capuchinhos. Buscou ainda dar um s\u00f3lido quadro institucional com o aval de documentos pontif\u00edcios aos v\u00e1rios aspectos jur\u00eddicos da funda\u00e7\u00e3o. No ano seguinte, foi-lhe concedido elevar a trinta e tr\u00eas o n\u00famero das monjas, s\u00edmbolo eloquente para uma comunidade que quer viver, na pr\u00f3pria experi\u00eancia, os mist\u00e9rios dos anos terrenos do Senhor Jesus<a title=\"\" href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, ser\u00e1 o Papa a emanar um <em>\u201cmotu proprio\u201d<\/em> que reconhece o Mosteiro de Santa Maria de Jerusal\u00e9m como da Ordem de Santa Clara, onde se observa de maneira <em>\u201cstrictissima\u201d<\/em> a sua primeira Regra, e a prever que os \u201cfrades da Ordem de S\u00e3o Francesco chamados Capuchinhos\u201d sejam capel\u00e3es e visitadores <em>\u201cin perpetuo\u201d<\/em><a title=\"\" href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. A bem-aventurada Madre concluiu a sua peregrina\u00e7\u00e3o terrena muito provavelmente em 1539, alcan\u00e7ando a almejada Santa Cidade celeste, deixando pelo caminho os tra\u00e7os profundos de seu testemunho pessoal de dedica\u00e7\u00e3o a Deus, os fundamentos da caridade na obra do Hospital dos Incur\u00e1veis e, sobretudo, um claro ponto de partida com um quadro jur\u00eddico fundamental daquela que ia se configurando como Ordem das Clarissas Capuchinhas, onde muitas mulheres encontraram o espa\u00e7o prop\u00edcio para viver o esp\u00edrito contemplativo reformador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas d\u00e9cadas sucessivas, seguiram-se funda\u00e7\u00f5es de mosteiros, que acolhiam mulheres desejosas de uma vida contemplativa rigorosa, com santas figuras fundadoras e muitas outras an\u00f4nimas. Algumas funda\u00e7\u00f5es foram projetadas e bem preparadas, mas outras eram mais iniciativas espont\u00e2neas, ou transforma\u00e7\u00e3o de grupos de terci\u00e1rias que se configuravam como capuchinhas. No contexto do s\u00e9culo das reformas, dos grandes movimentos dentro da Igreja, das novas congrega\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es, e, em seguida, com as estruturas surgidas a partir do Conc\u00edlio de Trento, as monjas Capuchinhas deram a pr\u00f3pria contribui\u00e7\u00e3o com sua austeridade claustral, sua simplicidade e sobriedade para buscar o rosto de Deus, a sua concentra\u00e7\u00e3o no essencial, deixando de lado tudo o que \u00e9 sup\u00e9rfluo e artificial. Testemunharam o amor da nudez da Cruz. Sua grande contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma da Igreja foi o de voltar \u00e0s ra\u00edzes e a\u00ed permanecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral, estas funda\u00e7\u00f5es n\u00e3o faziam refer\u00eancia direta figura de Maria Louren\u00e7a Longo, mas \u00e0 forma de vida e ao tipo de observ\u00e2ncia da Regra clariana por ela iniciada. De fato, sua miss\u00e3o n\u00e3o foi a de fundadora apresentada como exemplo de realiza\u00e7\u00e3o do carisma, mas a de um poderoso instrumento da Provid\u00eancia para dar o primeiro passo de um caminho seguido por uma sele\u00e7\u00e3o de grandes mulheres que t\u00eam continuado e aprofundado este carisma at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II. A identidade das Irm\u00e3s Pobres Capuchinhas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7. Justamente hoje, neste mundo que muda, qual \u00e9 a palavra que Deus quer dizer ao mundo por meio das Clarissas Capuchinhas, continuadoras da inspira\u00e7\u00e3o da Bem-aventurada Madre Maria Louren\u00e7a?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mais de 50 anos ap\u00f3s o Concilio Vaticano II t\u00eam determinado um grande movimento de renova\u00e7\u00e3o na d\u00faplice dire\u00e7\u00e3o do retorno \u00e0s fontes origin\u00e1rias do carisma e do di\u00e1logo cr\u00edtico com o mundo de hoje<a title=\"\" href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. As vossas atuais Constitui\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma magn\u00edfica prova disso. Junto com os outros ramos da Segundo Ordem Franciscana, tendes aprofundado o conhecimento dos escritos, da hist\u00f3ria e, sobretudo, da reavalia\u00e7\u00e3o e do estudo da Regra de Santa Clara<a title=\"\" href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. A vossa identidade de Irm\u00e3s Pobres \u00e9 hoje mais clara e consciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3prio Magist\u00e9rio da Igreja tem dado grandes contribui\u00e7\u00f5es em seus recentes pronunciamentos sobre a vida contemplativa, a qual n\u00e3o se apresenta mais como via de consagra\u00e7\u00e3o perfeita e segura, mas como experi\u00eancia particular de um aspecto que pertence a toda a Igreja e \u00e9 vista em rela\u00e7\u00e3o com o povo de Deus: <em>\u201c<\/em><em>As comunidades de pessoas orantes, e de modo particular as contemplativas, (&#8230;) n\u00e3o prop\u00f5em uma realiza\u00e7\u00e3o mais perfeita do Evangelho mas, implementando as exig\u00eancias do Batismo, constituem uma inst\u00e2ncia de discernimento e convoca\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o de toda a Igreja: sinal que indica um caminho, uma busca, lembrando a todo o povo de Deus o sentido primeiro e \u00faltimo daquilo que ele vive<\/em><em>\u201d<\/em><a title=\"\" href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. A vossa identidade dentro da Igreja \u00e9 hoje mais transparente e significativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8. Mas, ent\u00e3o, qual \u00e9 o <em>\u201cproprium\u201d<\/em> das Capuchinhas dentro das contemplativas e da fam\u00edlia das Clarissas? Qual \u00e9 o acento caracter\u00edstico que tem marcado desde o in\u00edcio o desenvolvimento e a expans\u00e3o dos mosteiros? Qual \u00e9, definitivamente, a fisionomia espiritual de vossa Ordem?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As vossas Constitui\u00e7\u00f5es oferecem uma bela e simples formula\u00e7\u00e3o, que me permito citar integralmente: <em>\u201cSeguindo nossa especial voca\u00e7\u00e3o, queremos acolher e observar integralmente a for\u00e7a da Regra de nossa M\u00e3e Santa Clara, que \u00e9 a nossa forma de vida, de acordo com seu esp\u00edrito genu\u00edno que sempre vigorou em nossa Ordem. Ela procede do Evangelho e impulsiona para a vida evang\u00e9lica, propondo-nos \u201co caminho da simplicidade, da humildade e da pobreza\u201d. Por ela, fazemos nossa a \u201cforma de vida e a maneira da santa unidade e alt\u00edssima pobreza que o Pai S\u00e3o Francisco, por palavras e por escrito, deu para observar\u201d \u00e0 pr\u00f3pria Clara e a suas irm\u00e3s. Por isso, para sermos fi\u00e9is \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o original e \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o perene de nossa Ordem, tomemos a peito antes de tudo contemplar e louvar a Deus assiduamente, no sil\u00eancio e na solid\u00e3o; aderir a Cristo crucificado pelo amor e pelo esvaziamento do esp\u00edrito; cultivar a vida fraterna na simplicidade e na espontaneidade; expressar sinceramente uma maneira de viver pobre e austera, que seja um sinal prof\u00e9tico para a sociedade de hoje, e tamb\u00e9m alimentar intensamente a dimens\u00e3o eclesial junto com uma solicitude pelos pobres e pelos fracos, a exemplo das nossas santas coirm\u00e3s e principalmente de Santa Ver\u00f4nica Giuliani\u201d<\/em><a title=\"\" href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9. Como \u00e9 necess\u00e1rio aprofundar estas belas e densas express\u00f5es, e enriquecer-nos de uma serena reflex\u00e3o sobre a identidade pr\u00f3pria e a fisionomia espiritual da vossa Ordem. Nesta postura de di\u00e1logo convosco, ofere\u00e7o-vos uma sele\u00e7\u00e3o de alguns textos da <em>Ratio Formationis<\/em> que falam do \u201c<em>pr\u00f3prio<\/em>\u201d que n\u00f3s, como Frades Menores Capuchinhos, somos convidados a cultivar e que tamb\u00e9m podem ser palavras de inspira\u00e7\u00e3o para v\u00f3s:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA reforma capuchinha tentou interpretar, uma vez mais, a forma de vida franciscana. O segredo \u00e9 retornar sempre de novo ao irm\u00e3o Francisco, <em>Forma Minorum.<\/em> N\u00e3o para repetir literalmente as suas experi\u00eancias, mas para recriar suas genu\u00ednas intui\u00e7\u00f5es nos novos contextos culturais. Fidelidade e criatividade s\u00e3o as chaves para seguir mais de perto e amar Jesus mais intensamente. Levando em conta sempre a <em>Regra <\/em>e o <em>Testamento <\/em>de Francisco, os Capuchinhos se prop\u00f5em a recuperar uma vida mais fraterna e mais simples, em lugares solit\u00e1rios, mas n\u00e3o distantes do povo, vivendo em estruturas simples que n\u00e3o comprometam a liberdade, buscando o sil\u00eancio que permite escutar em fraternidade a palavra do Evangelho, colocando-a em pr\u00e1tica a servi\u00e7o dos mais humildes\u201d<a title=\"\" href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO olhar contemplativo de Deus repousa sobre os pobres de cora\u00e7\u00e3o, sobre os aflitos, sobre aqueles que n\u00e3o possuem nada, sobre aqueles que t\u00eam fome e sede de justi\u00e7a, sobre os misericordiosos, sobre os puros de cora\u00e7\u00e3o, sobre aqueles que trabalham pela paz e sobre os perseguidos por causa do bem. Contemplar significa desejar ter o olhar de Deus conseguindo ver o que outros n\u00e3o se arriscam a olhar. Quem escuta a voz de Deus, prepara o ouvido para escutar os lamentos dos pobres. A reforma capuchinha nasce com o profundo desejo de retornar aos eremit\u00e9rios e aos lugares afastados que favorecem o encontro com Jesus pobre e crucificado, onde o sil\u00eancio se transforma em servi\u00e7o e consola\u00e7\u00e3o para os doentes de peste e a contempla\u00e7\u00e3o se torna compaix\u00e3o\u201d<a title=\"\" href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cJesus nos apresenta um Deus que ama fazer-se pequeno e revelar-se aos humildes e aos simples. \u00c9 na cruz, mist\u00e9rio de revela\u00e7\u00e3o da pequenez de Deus, onde o amor se realiza verdadeiramente no esvaziar-se total e no doar-se incondicionado. Este \u00e9 o fundamento da minoridade. Trata-se de algo qualitativo, n\u00e3o quantitativo, que por sua vez d\u00e1 forma \u00e0s nossas maneiras de desejar, desmascarando a tenta\u00e7\u00e3o de ser e de fazer coisas grandes. Francisco descobre nos pobres e nos crucificados a arte de construir rela\u00e7\u00f5es de gratuidade e uma nova maneira de considerar o mundo, centrada no que \u00e9 fundamental. Nesta mesma dire\u00e7\u00e3o, a reforma capuchinha consegue conjugar de modo singular a sobriedade com a busca do essencial\u201d<a title=\"\" href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA reforma capuchinha n\u00e3o \u00e9 um fato hist\u00f3rico do passado, mas \u00e9 uma postura de vida que faz parte da nossa identidade carism\u00e1tica. O desejo de se renovar continuamente convida a olhar adiante, evitando as nostalgias do passado e aceitando os riscos implicados no caminhar rumo a um futuro n\u00e3o escrito. Diante das profundas mudan\u00e7as sociais, a resposta crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 o medo que nos fecha na ing\u00eanua seguran\u00e7a do tradicionalismo; ao contr\u00e1rio, somente a f\u00e9 e a confian\u00e7a nos ajudam a discernir o caminho. Somos chamados a nos levantar e caminhar para voltar a recome\u00e7ar, com o Evangelho e as intui\u00e7\u00f5es de Francisco e Clara no cora\u00e7\u00e3o\u201d<a title=\"\" href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10. Ao contemplar, em seu conjunto, a beleza da \u201cforma\u201d que emerge da miss\u00e3o da Bem-aventurada Madre Maria Louren\u00e7a Longo, permanece a sensa\u00e7\u00e3o de que, em seu caminho de vida, com suas variadas experi\u00eancias e obras, em seu profundo senso de peregrina\u00e7\u00e3o e disponibilidade, viveu intuitivamente os mesmos n\u00facleos da reforma capuchinha, e se fez instrumento d\u00f3cil nas m\u00e3os de Deus para realizar o seu projeto, abrindo caminhos para o futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pe\u00e7amos ao Pai das Miseric\u00f3rdias que a sua beatifica\u00e7\u00e3o seja est\u00edmulo para encarnar aquela Palavra que Deus quer fazer ressoar no mundo de hoje, abrindo-nos ao futuro com confian\u00e7a, como instrumentos d\u00f3ceis \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Senhor que conduz a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por intercess\u00e3o de S\u00e3o Francisco, de Santa Clara e, em breve, da Bem-aventurada Maria Louren\u00e7a:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Deus vos aben\u00e7oe e vos guarde<\/em><em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ele vos mostre sua face e se compade\u00e7a de v\u00f3s<\/em><em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Volva para v\u00f3s o seu olhar e vos d\u00ea a sua paz<\/em><em>.<\/em><\/p>\n<p>Roma, 17 de setembro de 2021.<br \/>\n<em>Festa da impress\u00e3o das Chagas de nosso Pai S\u00e3o Francisco.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fr. Roberto Genuin<br \/>\n<em>Ministro Geral OFMCap.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Papa Francisco, <em>Gaudete et exultate,<\/em> <em>Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica sobre o chamado \u00e0 santidade no mundo atual <\/em>n. 21, Roma, 2018.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Idem,<em> Gaudete et exultate<\/em> n. 22.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cf. Idem, <em>Gaudete et exultate<\/em> nn. 23-24.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Exemplos de grandes figuras femininas do per\u00edodo \u201cpr\u00e9-tridentino\u201d\u00a0s\u00e3o: Santa Catarina Fieschi de G\u00eanova (1447-1510); Santa \u00c2ngela M\u00e9rici (1474-1540), ou a pr\u00f3pria Rainha Isabel de Castela (1451-1504).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Giuseppe Silos, <em>Dell\u2019historie della Religione de\u2019 Chierici Regolari dalla sua prima fondazione<\/em>, Napoli, Biblioteca nazionale, 165r, in: Vincenzo Criscuolo, \u201c<em>Mar\u00eda Lorenza Longo e il monastero delle cappuccine di Napoli nell\u2019annalistica teatina tra cinque e seicento\u201d, Convegno di studi Fonti Storiche della Ven. <\/em><em>Maria Lorenza Longo<\/em>, Nola, 2007.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Papa Paulo III, <em>Bula \u201cDebitum pastoralis officii\u201d,<\/em> 19 de fevereiro de 1535.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Papa Paulo III, <em>Breve \u201cAlias nos\u201d<\/em>, 30 de abril de 1536.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Papa Paulo III, <em>Motu proprio \u201cCum Monasterium\u201d,<\/em> 10 de dezembro de 1538.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Cf. Conc\u00edlio Vaticano II, <em>\u201cPerfectae caritatis\u201d Decreto sobre a conveniente renova\u00e7\u00e3o da Vida Religiosa <\/em>n. 2.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Entre as diversas valiosas pesquisas realizadas por especialistas, destaca-se o estudo coletivo das Clarissas da \u00dambria: Federazione Santa Chiara d&#8217;Assisi delle Clarisse dell&#8217;Umbria-Sardegna, <em>Il Vangelo come forma di vita. <\/em><em>In ascolto di Chiara nella sua Regola<\/em>, Edizioni Messaggero, Padova, 2007.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Papa Francisco, <em>\u201cVultum Dei Quaerere\u201d, Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica sobre a vida contemplativa feminina <\/em>n. 4, Roma, 2016.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> <em>Constitui\u00e7\u00f5es da Ordem das Monjas Clarissas Capuchinhas <\/em>n. 3, Roma, 1986.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> <em>Ratio Formationis OFMCap<\/em> n. 57, Roma, 2020.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> <em>Ratio Formationis OFMCap<\/em> n. 69, Roma, 2020.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> <em>Ratio Formationis OFMCap<\/em> n. 67, Roma, 2020.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> <em>Ratio Formationis OFMCap<\/em> n. 73, Roma, 2020.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta do Ministro Geral<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32384,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[971],"tags":[926],"class_list":["post-4843","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cartas-do-ministro-geral","tag-home_module_1-pt-pt"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.6 - 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