{"id":3116,"date":"2019-04-26T13:19:15","date_gmt":"2019-04-26T12:19:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ofmcap.org\/agradecamos-ao-senhor\/"},"modified":"2025-06-08T12:44:26","modified_gmt":"2025-06-08T10:44:26","slug":"agradecamos-ao-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ofmcap.org\/pt-pt\/agradecamos-ao-senhor\/","title":{"rendered":"Agrade\u00e7amos ao Senhor!"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-30172\" src=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/79f49ff1ab9174dbe5f56dde6c6fe0f1.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1333\" srcset=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/79f49ff1ab9174dbe5f56dde6c6fe0f1.jpg 2000w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/79f49ff1ab9174dbe5f56dde6c6fe0f1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/79f49ff1ab9174dbe5f56dde6c6fe0f1-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/79f49ff1ab9174dbe5f56dde6c6fe0f1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/79f49ff1ab9174dbe5f56dde6c6fe0f1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/79f49ff1ab9174dbe5f56dde6c6fe0f1-370x247.jpg 370w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/79f49ff1ab9174dbe5f56dde6c6fe0f1-840x560.jpg 840w, https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/79f49ff1ab9174dbe5f56dde6c6fe0f1-410x273.jpg 410w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/p>\n<p>Carta \u00e0 Ordem no in\u00edcio do novo sex\u00eanio. Ringraziamo il Signore!<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Baixe<\/strong><\/p>\n<table class=\"table-docs\">\n<tbody>\n<tr>\n<th><a href=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rg_2019_04_ringraziamo_pt.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img decoding=\"async\" style=\"height: auto; width: 55px;\" src=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pdf-icon.png\" alt=\"PDF\" \/> <\/a><\/th>\n<th><a href=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rg_2019_04_ringraziamo_pt.docx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img decoding=\"async\" style=\"height: auto; width: 55px;\" src=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/icon-word-2.png\" alt=\"Word\" \/> <\/a><\/th>\n<th><a href=\"\/images\/docs\/Nuovo_sessennio\/rg_2019_04_ringraziamo_pt.mobi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img decoding=\"async\" style=\"height: auto; width: 55px;\" src=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/mobi-icon-300x277.png\" alt=\"Mobi\" \/> <\/a><\/th>\n<th><a href=\"\/images\/docs\/Nuovo_sessennio\/rg_2019_04_ringraziamo_pt.epub\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> <img decoding=\"async\" style=\"height: auto; width: 55px;\" src=\"https:\/\/www.ofmcap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/epub-icon-300x277.png\" alt=\"Epub\" \/> <\/a><\/th>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Carta \u00e0 Ordem no in\u00edcio do novo sex\u00eanio<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Agrade\u00e7amos ao Senhor!<\/h4>\n<p style=\"text-align: right;\">Prot. N. 00380\/19<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a name=\"_Toc7172994\"><\/a>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Gostaria de come\u00e7ar esta carta com um convite bem simples: agrade\u00e7amos ao Senhor!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de uma express\u00e3o usual, que um confrade nosso costumava repetir ao t\u00e9rmino de toda conversa, encontro ou troca de opini\u00f5es. Fazia-o sempre, mesmo quando acontecia uma discuss\u00e3o mais acalorada, em raz\u00e3o da qual, pelo car\u00e1ter dos tra\u00e7os sangu\u00edneos de que era dotado, seu rosto se acendia de inflamado rubor. Ou porque se chegava a um acordo, ou mesmo que as opini\u00f5es permanecessem divergentes ou contrastantes, entoava sem falta a conclus\u00e3o: bem, agrade\u00e7amos ao Senhor!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. Tenho a impress\u00e3o de perceber, neste modo de ser e de se exprimir, um tra\u00e7o bem caracter\u00edstico da experi\u00eancia de S\u00e3o Francisco e quase um eco do seu cont\u00ednuo irromper no louvor ao Alt\u00edssimo Senhor Deus. Sempre mais consciente das grandes coisas que o Senhor quis realizar nele no decurso de sua vida, e j\u00e1 certo das promessas ainda maiores que lhe desvelava para o futuro, Francisco n\u00e3o podia sen\u00e3o concluir confirmando que o Alt\u00edssimo, o Onipotente, \u00e9 um Senhor bom: Ele \u00e9 o bem, todo o bem, o sumo bem, ao qual se dirige nosso completo reconhecimento<a title=\"\" href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. No mais, \u00e9 a mesma M\u00e3e do Redentor, a Virgem bendita, a nossa M\u00e3e Maria, que nos educa diariamente \u00e0 gratid\u00e3o e ao louvor, que nos convida a engrandecer ao Senhor pelas grandes coisas realizadas em nosso favor e dos irm\u00e3os e do seu povo, que nos impulsiona a agradecer do profundo do cora\u00e7\u00e3o que exulta em Deus, nosso Salvador (cf. Lc 1,46-55).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. Retorna repetidamente, no recente magist\u00e9rio do Papa Francisco, o convite a fazer mem\u00f3ria agradecida do passado, para poder nos abrir decididamente ao futuro e reencontrar a energia para sabermos nos dedicar com paix\u00e3o no presente do nosso caminho, da nossa hist\u00f3ria, da hist\u00f3ria da Ordem e da Igreja<a title=\"\" href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Assim, a vida se torna um <em>Laudato Si\u2019<\/em><a title=\"\" href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, que emana da alegria de reconhecer o quanto \u00e9 bom o Senhor com aqueles que o acolhem e que acolhem o seu Evangelho<a title=\"\" href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. Entre os acontecimentos recentes, que recordamos com mem\u00f3ria muito agradecida, encontra-se sem d\u00favida a celebra\u00e7\u00e3o do 85\u00ba Cap\u00edtulo Geral (26 de agosto \u2013 15 de setembro de 2018), que se deteve sobre o caminho percorrido pela nossa Ordem no \u00faltimo sex\u00eanio e abriu estrada para caminhar com decis\u00e3o pelos anos que est\u00e3o diante de n\u00f3s. \u00c9, portanto, o momento de come\u00e7ar a enfatizar as indica\u00e7\u00f5es emergidas nos trabalhos capitulares, sem esquecer as preciosas indica\u00e7\u00f5es que nos deu o Papa Francisco na ocasi\u00e3o da audi\u00eancia que nos concedeu em 14 de setembro de 2018<a title=\"\" href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7172995\"><\/a><strong>I. <em>Ratio Formationis<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. Ap\u00f3s o relat\u00f3rio do Ministro Geral Fr. Mauro J\u00f6hri e a elei\u00e7\u00e3o do novo governo, o tema principal previsto pela agenda capitular se referia ao estudo e \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da <em>Ratio Formationis Ordinis<\/em>. O tema tinha sido amplamente aprofundado nos anos precedentes com a contribui\u00e7\u00e3o de toda a Ordem, e as conclus\u00f5es foram resumidas no <em>instrumentum laboris <\/em>preparado pela comiss\u00e3o competente. No in\u00edcio do Cap\u00edtulo, percebeu-se no ar certa tens\u00e3o, causada pelo pensamento de que os assuntos tratados e as diversas sensibilidades poderiam evidenciar alguma divis\u00e3o dentro da nossa Ordem. A preocupa\u00e7\u00e3o se revelou infundada, pois, ao contr\u00e1rio, os trabalhos manifestaram um sentimento comum totalmente significativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7172996\"><\/a><strong>a) A comunh\u00e3o sobre os valores expressos pela <em>Ratio<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7. No decurso dos trabalhos, cada capitular teve ampla possibilidade de intervir \u2013 sobre este e outros temas na agenda \u2013, a ningu\u00e9m jamais foi negada ou limitada a palavra, as interven\u00e7\u00f5es foram apropriadas e construtivas, o di\u00e1logo se desenvolveu de maneira serena e no respeito simples e humilde em escutar todos. Estes aspectos j\u00e1 indicam o clima de comunh\u00e3o que experimentamos. Devemos reconhecer que isso tamb\u00e9m \u00e9 um verdadeiro dom de Deus, pois nem sempre acontece assim entre n\u00f3s!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8. Mas a coisa mais importante, emergida com toda clareza, \u00e9 que a Ordem, de um extremo ao outro do mundo, concorda decididamente com os valores que caracterizam a nossa identidade de frades capuchinhos e o chamado a viver o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo segundo a forma da nossa voca\u00e7\u00e3o. E me pareceu entender, de maneira bem inequivoc\u00e1vel, que esta comunh\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fruto de um mero conhecimento intelectual da nossa Regra ou das nossas Constitui\u00e7\u00f5es, quanto mais de um \u201csentir\u201d que se tornou vida, que se tornou entranhas, que se tornou seguimento, que se tornou \u00edntimo desejo\/empenho de corresponder com autenticidade ao chamado do Senhor. Considero que isso seja um grande ponto de for\u00e7a e motivo de confian\u00e7a segura para o caminho que o Senhor pede a n\u00f3s e \u00e0 Ordem de percorrer no futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9. Todos, por\u00e9m, temos que admitir que, entre o ideal e o real, entre o desejo at\u00e9 mais aut\u00eantico e a tradu\u00e7\u00e3o nos passos concretos da vida, h\u00e1 sempre uma lacuna bem acentuada. S\u00e3o Paulo oferece uma espl\u00eandida descri\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o: \u201c<em>Estou ciente que (&#8230;) eu tenho capacidade de querer o bem, mas n\u00e3o de realiz\u00e1-lo. Com efeito, n\u00e3o fa\u00e7o o bem que quero, mas fa\u00e7o o mal que n\u00e3o quero. Ora, se fa\u00e7o aquilo que n\u00e3o quero, ent\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o sou eu que estou agindo, mas o pecado que habita em mim. Portanto, descubro em mim esta lei: Quando quero fazer o bem, \u00e9 o mal que se me apresenta\u201d <\/em>(Rm 7, 18-21).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10. Encontramo-nos frequentemente tamb\u00e9m n\u00f3s em semelhante contradi\u00e7\u00e3o: certamente, somos sinceros quando cultivamos o desejo de sermos coerentes at\u00e9 o fim em nossa resposta ao Senhor, e estamos nos esfor\u00e7ando para isso; mas depois descobrimos ser t\u00e3o fr\u00e1geis, e de ter correspondido ainda pouco ou nada, e de ter que recome\u00e7ar cada dia desde o princ\u00edpio. N\u00e3o faltam nem mesmo as ocasi\u00f5es nas quais podem ser vis\u00edveis a desilus\u00e3o e o desconforto. Qual a sa\u00edda? \u00c9 ainda S\u00e3o Paulo a indic\u00e1-la: \u201c<em>Gra\u00e7as sejam dadas a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor<\/em>\u201d (Rm 7, 25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11. Justamente porque estamos certos de que o Senhor n\u00e3o permanece inerte como simples espectador de nossos esfor\u00e7os e fracassos, nem se coloca como simples modelo a ser imitado, mas est\u00e1 diariamente ao nosso lado e \u00e9 Ele quem faz de n\u00f3s o que Ele deseja, podemos sempre assumir ou retomar com confian\u00e7a o caminho: temos diante de n\u00f3s um bom e longo caminho a fazer, estamos todos conscientes e unidos nos valores que qualificam a nossa identidade carism\u00e1tica, queremos nos empenhar para encarn\u00e1-los com maior autenticidade, e o Senhor saber\u00e1 conduzir-nos com fidelidade e efic\u00e1cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7172997\"><\/a><strong>b) A integra\u00e7\u00e3o e a publica\u00e7\u00e3o da <em>Ratio<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12. Com suas contribui\u00e7\u00f5es, os capitulares ofereceram alguns pontos para o enriquecimento e o melhoramento do texto da <em>Ratio<\/em>, como formulado nestes anos de estudo. Por isso, juntamente com uma acolhida positiva geral da <em>Ratio<\/em>, o Cap\u00edtulo Geral tamb\u00e9m pediu que uma comiss\u00e3o espec\u00edfica a aperfei\u00e7oe e a integre com as contribui\u00e7\u00f5es apresentadas. Em seguida, recomendou que o texto definitivo seja entregue ao Ministro Geral e seu Conselho em um ano, de maneira que a <em>Ratio<\/em> possa finalmente ser aprovada e se torne operante para todos os frades da Ordem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">13. Em resposta a estas indica\u00e7\u00f5es, o Conselho Geral considerou confirmar a pequena comiss\u00e3o que tinha realizado a \u00faltima reda\u00e7\u00e3o do texto. Tal comiss\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 trabalhando, e prev\u00ea entregar o texto, atualizado segundo as indica\u00e7\u00f5es do Cap\u00edtulo, nos pr\u00f3ximos meses de setembro\/outubro. Assim, h\u00e1 esperan\u00e7a de que, pelo fim deste ano, a <em>Ratio Formationis Generalis<\/em> da Ordem possa ser entregue a todos (cf. Mo\u00e7\u00e3o 1,1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7172998\"><\/a><strong>c) A aplica\u00e7\u00e3o da <em>Ratio<\/em> nas diversas \u00e1reas da Ordem<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">14. Os valores comuns da nossa vida e voca\u00e7\u00e3o, sobre os quais nos sentimos todos em harmonia, devem poder se aplicar aonde formos chamados a viver e a dar o nosso testemunho. Como bem evidenciado por Fr. Mauro J\u00f6hri em seu relat\u00f3rio, e como demonstram indubitavelmente os n\u00fameros da estat\u00edstica, o eixo da Igreja cat\u00f3lica tende a n\u00e3o mais ter o seu ponto fixo no mundo ocidental e, particularmente, europeu: no mundo ocidental, as sociedades est\u00e3o em boa parte secularizadas e, poder\u00edamos tamb\u00e9m dizer, \u201cdescristianizadas\u201d, com um decl\u00ednio num\u00e9rico realmente acentuado de voca\u00e7\u00f5es sacerdotais e religiosas. N\u00e3o \u00e9 assim nas \u00e1reas asi\u00e1ticas e africanas, nas quais tamb\u00e9m a nossa Ordem est\u00e1 significativamente crescendo em n\u00famero, quase que competindo com o decr\u00e9scimo das outras \u00e1reas. Aparece totalmente l\u00f3gico e necess\u00e1rio, ent\u00e3o, que os valores compartilhados e aceitos por todos encontrem tradu\u00e7\u00f5es concretas diferentes, em raz\u00e3o das diversas situa\u00e7\u00f5es e culturas nas quais estamos inseridos e as quais respira a nossa vida e a vida do povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">15. Ser\u00e1, portanto, responsabilidade de cada Confer\u00eancia ou Circunscri\u00e7\u00e3o elaborar os pr\u00f3prios projetos, mas com esta aten\u00e7\u00e3o: n\u00e3o se trata de trocar a nossa identidade carism\u00e1tica e os valores da nossa voca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica deixando que entrem, sem discernimento suficiente, elementos pr\u00f3prios das diversas culturas; trata-se, ao contr\u00e1rio, de identificar as modalidades atrav\u00e9s das quais os valores evang\u00e9licos da nossa Vida Religiosa possam ser vividos com autenticidade nas diversas culturas, valorizando seus conte\u00fados bons, desmascarando seus aspectos fr\u00e1geis ou a serem corrigidos segundo Deus, apresentando com o testemunho da nossa vida evang\u00e9lica a boa nova do Reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">16. Este \u00e9 um empenho importante e entusiasmante para toda a Ordem, porque solicitado quase expressamente pelo Senhor, com o atual desenvolvimento vocacional em \u00e1reas do mundo bem diversas daquelas nas quais est\u00e1vamos habituados em concentrar a nossa aten\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 preciso pedir com for\u00e7a a ajuda do Esp\u00edrito, para que nos sustente em nosso empenho e guie os nossos passos na fidelidade \u00e0 nossa voca\u00e7\u00e3o. Nos anos que vir\u00e3o, buscaremos estudar, junto com os membros do Conselho Internacional da Forma\u00e7\u00e3o, de que modo ir\u00e1 se <em>acompanhar e verificar eficazmente a promo\u00e7\u00e3o da Ratio Formationis em cada Confer\u00eancia<\/em> (cf. Mo\u00e7\u00e3o 1,2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7172999\"><\/a><strong>II. A Ordem na Europa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">17. Creio que todos j\u00e1 estejamos conscientes da situa\u00e7\u00e3o que vive a Ordem hoje no contexto europeu: est\u00e1 em curso um r\u00e1pido decr\u00e9scimo num\u00e9rico (do qual est\u00e1 parcialmente isenta parte da Europa oriental), para o qual n\u00e3o se prev\u00ea ainda qualquer invers\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o. Humanamente, \u00e9 um fato que desagrada, mas, em uma \u00f3tica de f\u00e9, \u00e9 um fato que \u2013 ainda uma vez, mesmo se de um modo at\u00e9 ins\u00f3lito! \u2013 interpela a nossa responsabilidade de resposta, fundada na certeza de que o carisma e o futuro dele est\u00e3o bem alicer\u00e7ados no senhorio de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18. A Ordem j\u00e1 iniciou, nos anos passados, algumas iniciativas, como tentativa de resposta \u00e0s novas situa\u00e7\u00f5es, e j\u00e1 h\u00e1 pequenos sinais de retomada de autenticidade e de vida. Eles requerem a nossa aten\u00e7\u00e3o e o nosso acompanhamento, pois nos confirmam que o Senhor ainda est\u00e1 operando, que o nosso carisma tem muitas possibilidades de inser\u00e7\u00e3o felizes e de testemunho prof\u00edcuo do evangelho, tamb\u00e9m neste nosso mundo secularizado. Mais, eu diria que justamente este nosso mundo nos \u201caguarda\u201d, se n\u00f3s formos capazes de \u201cp\u00f4r-nos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o\u201d, vivendo com simplicidade e verdade a nossa voca\u00e7\u00e3o de frades menores. Parece-me bastante evidente: o Senhor est\u00e1 nos estimulando de maneira muito forte e, por isso, devemos e podemos nos tornar dispon\u00edveis, pois ainda h\u00e1 muito o que fazer!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">19. O novo governo da Ordem pretende se empenhar para dar prosseguimento, segundo as modalidades que saberemos encontrar juntos, \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es reiteradas e un\u00e2nimes dos capitulares: isto \u00e9, proceder \u00e0 revis\u00e3o das Confer\u00eancias e das Circunscri\u00e7\u00f5es, juntamente com o desenvolvimento tanto das colabora\u00e7\u00f5es entre Circunscri\u00e7\u00f5es quanto do assim chamado Projeto <em>Fraternidades para a Europa<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7173000\"><\/a><strong>a) Revis\u00e3o das Confer\u00eancias e das Circunscri\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">20. Ap\u00f3s as r\u00e1pidas mudan\u00e7as em ato em toda a Europa, e a consequente e significativa varia\u00e7\u00e3o das nossas presen\u00e7as, no Cap\u00edtulo veio \u00e0 tona a solicita\u00e7\u00e3o para que o novo governo da Ordem estude o modo de atualizar as Confer\u00eancias europeias dos Superiores Maiores e as Circunscri\u00e7\u00f5es que est\u00e3o \u00e0s margens do Mediterr\u00e2neo e no Golfo P\u00e9rsico. \u00c9 uma necessidade que est\u00e1 aos olhos de todos e se faz sempre mais urgente: pensemos na situa\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia Ib\u00e9rica (CIC), mas tamb\u00e9m nas fragilidades das nossas presen\u00e7as nos pa\u00edses do Mediterr\u00e2neo, particularmente na Gr\u00e9cia e na Turquia, mas n\u00e3o s\u00f3 (ASMEN), e em algumas quest\u00f5es que devem ser aprofundadas no que se refere \u00e0 CECOC (pa\u00edses da Europa Oriental) e da CENOC (pa\u00edses da Europa do Norte), em particular, no que se refere \u00e0s casas de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">21. As nossas Constitui\u00e7\u00f5es confiam \u00e0 responsabilidade do Ministro Geral e do seu Conselho a tarefa de constituir as diversas Confer\u00eancias (cf. Const. 144,2). Mas n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que dever\u00e3o ser envolvidos na reflex\u00e3o ao menos todos os superiores maiores das \u00e1reas interessadas, pois as coisas s\u00e3o melhor feitas se todos concorrerem com suas observa\u00e7\u00f5es; numa l\u00f3gica de f\u00e9 e do carisma pr\u00f3prio da nossa fraternidade, se todos nos sentirmos envolvidos e dermos a nossa contribui\u00e7\u00e3o, compreenderemos melhor o que o Senhor nos pede e tamb\u00e9m trabalharemos de maneira mais conforme \u00e0 sua vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">22. A diminui\u00e7\u00e3o num\u00e9rica em ato j\u00e1 imp\u00f4s h\u00e1 tempos a redu\u00e7\u00e3o de diversas Circunscri\u00e7\u00f5es, quase sempre com a unifica\u00e7\u00e3o de duas ou mais Prov\u00edncias; outros passos deste tipo est\u00e3o sendo feitos e dever\u00e3o ser previstos no futuro. Estas passagens comportam algumas fadigas, que s\u00e3o bem compreens\u00edveis; fazem suscitar entre n\u00f3s tamb\u00e9m algumas resist\u00eancias, \u00e0s vezes acentuadas. A esse respeito, conv\u00e9m observar que, se por um lado, o apego \u00e0 pr\u00f3pria Prov\u00edncia \u00e9 indicador de um forte senso de perten\u00e7a e de amor para com a institui\u00e7\u00e3o que nos permitiu sermos \u201cgerados\u201d \u00e0 Ordem, por outro, n\u00e3o podemos contudo permitir que as Circunscri\u00e7\u00f5es, que muito concorreram ao longo dos s\u00e9culos para um desenvolvimento ordenado da Ordem na It\u00e1lia e na Europa, tornem-se, nestas condi\u00e7\u00f5es transformadas dos tempos que estamos vivendo, obst\u00e1culo para nos reconhecermos irm\u00e3os, ou at\u00e9 mesmo motivo para nos recusarmos a nos reconhecermos irm\u00e3os. Seria um modo para mortificar bem gravemente a nossa identidade carism\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">23. Quando, ao contr\u00e1rio, conseguimos n\u00e3o nos deixar condicionar demais pelas estruturas, que agora amea\u00e7am deixar-nos o ar irrespir\u00e1vel, e sabemos nos abrir aos outros com cordialidade, sejam eles de l\u00edngua ou na\u00e7\u00e3o ou cultura ou forma\u00e7\u00e3o diversas, sempre trazemos vantagem \u00e0 nossa vida pessoal e \u00e0 vida da Ordem. E pode se tornar um percurso de salutar crescimento e de enriquecimento rec\u00edproco, justamente no contexto de uma forte diminui\u00e7\u00e3o num\u00e9rica. Pois nenhum de n\u00f3s vive a pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o dos n\u00fameros ou das estruturas: todos somos chamados, usando das estruturas que devem ser sempre renovadas segundo a necessidade, a constituir fraternidades evang\u00e9licas: em meio a elas passa a nossa possibilidade de responder efetivamente ao Senhor que nos chama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7173001\"><\/a><strong>b) Colabora\u00e7\u00f5es em ato e colabora\u00e7\u00f5es a serem desenvolvidas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">24. Para a Igreja europeia e ocidental, o s\u00e9culo XX foi, sem d\u00favida, um s\u00e9culo caracterizado por um imponente impulso mission\u00e1rio. Foram sobretudo os religiosos e as religiosas que se fizeram dispon\u00edveis para partir, numeros\u00edssimos, \u00e0s terras da \u00c1frica, da \u00c1sia e das Am\u00e9ricas, para levar o primeiro an\u00fancio do Evangelho aos lugares onde era pouco ou nada conhecida a f\u00e9 crist\u00e3, e a iniciar muit\u00edssimas novas comunidades eclesiais, que hoje s\u00e3o igrejas vivas, florescentes e em crescimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">25. Quantos de nossos frades capuchinhos deixaram a pr\u00f3pria terra e a pr\u00f3pria Prov\u00edncia para partir entusiastas \u201c\u00e0s miss\u00f5es\u201d, decididos em doar tudo de si para o crescimento do Reino de Deus! E quanto as Prov\u00edncias se empenharam em envi\u00e1-los e apoi\u00e1-los! Se dos frutos se conhece a bondade da \u00e1rvore, devemos tamb\u00e9m reconhecer que, mesmo considerando todos os limites devidos \u00e0 nossa fraqueza comum, a obra dos mission\u00e1rios foi realmente eficaz e, em muitos sentidos, grandiosa: sem d\u00favida, \u00e9 o Senhor que tem operado, mas servindo-se da disponibilidade sincera dos irm\u00e3os que n\u00e3o tiveram medo de partir, e da generosidade de quem lhes deixou partir. Ainda, no \u00edntimo, somos tomados como que de um certo sentimento de inveja, e ficamos admirados de como os nossos mission\u00e1rios foram capazes de se doar, de trabalhar e de serem testemunhas do Evangelho, literalmente sacrificando, em numerosos casos, at\u00e9 a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">26. Mas por que n\u00e3o lembrar que aquela mesma voca\u00e7\u00e3o, que os impulsionou a serem realmente oper\u00e1rios bem sucedidos do Evangelho, \u00e9 tamb\u00e9m a nossa mesma voca\u00e7\u00e3o? Assim, se a abra\u00e7armos completamente, o Senhor permitir\u00e1 tamb\u00e9m a n\u00f3s, hoje, e em todos os tempos, fazer como eles, fazer igualmente, e at\u00e9 melhor!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">27. Uma forma que, nestes anos, est\u00e1 assumindo a irrenunci\u00e1vel dimens\u00e3o mission\u00e1ria da nossa voca\u00e7\u00e3o (cf. Const. 175,5) \u00e9 a da colabora\u00e7\u00e3o entre Circunscri\u00e7\u00f5es diversas. \u00c9 de se notar positivamente que h\u00e1 j\u00e1 um significativo movimento de frades, em particular, das Prov\u00edncias da \u00cdndia, que s\u00e3o enviados em aux\u00edlio \u00e0s \u201cvelhas\u201d Circunscri\u00e7\u00f5es do mundo ocidental. Sem tal ajuda, n\u00e3o s\u00f3 as nossas presen\u00e7as correm o risco de se reduzir demais realmente, mas sentiria tamb\u00e9m a vivacidade e a significa\u00e7\u00e3o do nosso carisma, juntamente com o esgotamento da nossa capacidade efetiva de corresponder \u00e0 urg\u00eancia <em>de uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o <\/em>(em ambientes onde) <em>a vida de inteiros grupos n\u00e3o \u00e9 mais informada pelo Evangelho e muitos batizados perderam, em parte ou totalmente, o sentido da f\u00e9<\/em> (Const. 176, 3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">28. H\u00e1 muitos aspectos positivos nessas colabora\u00e7\u00f5es, que devem sem d\u00favida ser apoiadas e, na medida do poss\u00edvel, refor\u00e7adas, segundo o mandato do Cap\u00edtulo. Tamb\u00e9m v\u00eam se evidenciando alguns aspectos cr\u00edticos, devidos, em alguns casos limitados, \u00e0 inobserv\u00e2ncia das indica\u00e7\u00f5es das nossas Constitui\u00e7\u00f5es, mas sobretudo a uma certa desordem nas realiza\u00e7\u00f5es concretas. Isso dever\u00e1 nos levar a retomar em m\u00e3os as diretrizes espec\u00edficas para a colabora\u00e7\u00e3o de pessoal aprovadas <em>ad experimentum<\/em> no Cap\u00edtulo Geral de 2012<a title=\"\" href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Para alguns \u00e2mbitos, tamb\u00e9m a <em>Ratio Formationis <\/em>oferecer\u00e1 contribui\u00e7\u00f5es concretas, por exemplo, para o que se refere \u00e0 forma\u00e7\u00e3o que um frade dever\u00e1 ter recebido, antes de ser enviado em miss\u00e3o ou em colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">29. Cultivemos a esperan\u00e7a de que o acompanhamento atento deste novo dinamismo emergente, que volta a exprimir, de maneiras atualizadas aos tempos que estamos vivendo, a nossa disponibilidade em ir sem reservas aonde as necessidades do povo de Deus pedem a nossa resposta, contribua para renovar o entusiasmo da nossa Ordem pelo Reino e a vivacidade que sempre nos tem marcado pelos s\u00e9culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">30. H\u00e1 tamb\u00e9m uma outra forma de colabora\u00e7\u00e3o entre Circunscri\u00e7\u00f5es, iniciada j\u00e1 h\u00e1 tempos com muitos efeitos ben\u00e9ficos, que acreditamos em ter que apoiar com o m\u00e1ximo empenho, pois pensamos que caracterizar\u00e1 fortemente o futuro da Ordem: trata-se da abertura generosa, e qualificante da dimens\u00e3o fraterna, \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o entre Circunscri\u00e7\u00f5es vizinhas ou da mesma \u00e1rea. Quem j\u00e1 enveredou com decis\u00e3o por esta estrada, e encarou sem recuar as dificuldades que tamb\u00e9m ela comporta, sabe quantos benef\u00edcios a colabora\u00e7\u00e3o traz, particularmente, em vantagem das jovens gera\u00e7\u00f5es da Ordem, que aprendem sem dificuldade a serem abertas \u00e0 dimens\u00e3o mundial da nossa fraternidade, sem se tornarem, por causa disso, limitadas ou entristecidas pelas fragilidades locais, pois s\u00e3o confiantes na nossa maior e multiforme grande riqueza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">31. Neste \u00e2mbito, \u00e9 fortemente interpelada a responsabilidade dos superiores maiores de todas as nossas circunscri\u00e7\u00f5es, sem exce\u00e7\u00e3o: com suas escolhas, voltadas \u00e0 busca real de uma s\u00e9ria colabora\u00e7\u00e3o, podem favorecer grandemente o crescimento de seus frades e da Ordem; com escolhas contr\u00e1rias, podem muito mortific\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a name=\"_Toc7173002\"><\/a>c) Projeto<em> Fraternidades para a Europa<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">32. J\u00e1 h\u00e1 v\u00e1rios anos que nos perguntamos sobre como fazer para que, no Ocidente, a nossa presen\u00e7a para o futuro continue a ser significativa. Era ainda o ano de 2014 quando se reuniram em F\u00e1tima todos os Ministros \u2013 Provinciais e Cust\u00f3dios \u2013 da Europa justamente para discutir sobre este assunto. J\u00e1 anteriormente tinha se iniciado alguma pequena experi\u00eancia (p. ex. Clermont Ferrand), mas desde ent\u00e3o a Ordem p\u00f4de promover mais decis\u00e3o o Projeto <em>Fraternidades para a Europa<\/em>. Fr. Mauro J\u00f6hri descrevia tal projeto nestes termos: \u201cQueremos tentar um caminho novo, constituindo fraternidades interculturais que, \u00e0 luz do Evangelho e das nossas Constitui\u00e7\u00f5es vivam a ora\u00e7\u00e3o, a vida fraterna e a miss\u00e3o de modo aut\u00eantico e coerente. A riqueza da interculturalidade ser\u00e1 o testemunho de que, irm\u00e3os provenientes de diversas culturas, se olham para Cristo no meio deles, podem viver, doar-se e trabalhar juntos. Sust\u00e9m-nos a consci\u00eancia de que o carisma de Francisco de Assis, vivido e testemunhado, tem ainda muito a dizer e a comunicar aos homens e mulheres do nosso tempo. N\u00e3o sabemos ainda qual ser\u00e1 o \u00eaxito deste caminho, mas com a esperan\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o queremos iniciar a dar os primeiros passos\u201d<a title=\"\" href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">33. O projeto se desenvolveu e, atualmente, mesmo com modalidades diversas, foram constitu\u00eddas as fraternidades de Clermont Ferrand e Lourdes na Fran\u00e7a, de Kilkenny na Irlanda, de Antu\u00e9rpia na B\u00e9lgica, de Le\u00f3n na Espanha e de Spello na It\u00e1lia. Dado que a iniciativa parece j\u00e1 dar frutos bem positivos, e fortalecidos tamb\u00e9m com o mandato do Cap\u00edtulo Geral, queremos nos empenhar em apoi\u00e1-la ainda mais. No momento, estamos pensando e trabalhando para que se constituam outras duas fraternidades com estas caracter\u00edsticas, especificamente em Meersel-Dreef na B\u00e9lgica, na fronteira com a Holanda, e no Santu\u00e1rio de <em>M\u00e1riabesny\u0151<\/em>, nossa antiga presen\u00e7a na Hungria. Em seguida, gostar\u00edamos tamb\u00e9m de valorizar neste sentido Celas de Cortona: um de nossos lugares franciscanos por excel\u00eancia, o qual acreditamos que possa responder realmente bem \u00e0 exig\u00eancia de muitos frades de saborear novamente a nossa espiritualidade \u00e0s ra\u00edzes, de retornar um pouco \u00e0s fontes, de transcorrer, por um tempo mais ou menos prolongado, um per\u00edodo sereno em um clima de simplicidade, de ora\u00e7\u00e3o e de acolhida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">34. Naturalmente, para todas essas iniciativas, pedimos a disponibilidade e o entusiasmo de irm\u00e3os que desejem lan\u00e7ar-se um pouco nessa bela aventura. Comuniquem a sua disponibilidade aos pr\u00f3prios ministros provinciais e ao Conselheiro geral da \u00e1rea, os quais saber\u00e3o como coordenar tudo e responder da melhor forma, segundo os desejos que cada um cultiva e as novas oportunidades de crescimento e de testemunho que o Projeto oferece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7173003\"><\/a><strong>III. A Ordem na \u00c1sia e na \u00c1frica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">35. A m\u00e3o de Deus n\u00e3o se retirou de sobre n\u00f3s, ao contr\u00e1rio: continua a sua obra fazendo crescer significativamente os capuchinhos nas \u00e1reas da \u00c1sia e da \u00c1frica. \u00c9 um ulterior grande sinal de predile\u00e7\u00e3o para com a nossa Ordem, e uma grande e reiterada b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus para n\u00f3s. Como \u00e9 bonito saber que, quase em todo o mundo, podem-se encontrar irm\u00e3os alegremente empenhados em viver a nossa mesma voca\u00e7\u00e3o aben\u00e7oada! \u00c9 preciso, ent\u00e3o, que aproveitemos e busquemos todos nos ajudar, para que a \u00e1rvore verdejante que est\u00e1 crescendo nestas \u00e1reas, por inesgot\u00e1vel benevol\u00eancia divina, encontre seiva s\u00f3lida e abundante nos valores do nosso carisma. As \u00e1reas de que falamos s\u00e3o vast\u00edssimas e compreendem muitas culturas, l\u00ednguas e tradi\u00e7\u00f5es diversas, e ainda assim podemos, igualmente, em raz\u00e3o do \u00fanico carisma, refletir sobre algumas necessidades comuns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7173004\"><\/a><strong>a) A encarna\u00e7\u00e3o do carisma<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">36. N\u00e3o creio que haja qualquer d\u00favida de que, se o Senhor permite que hoje a Ordem se desenvolva assim vigorosamente na \u00c1sia e na \u00c1frica, \u00e9 porque sabe bem que a\u00ed o carisma encontra terreno f\u00e9rtil e frades que podem encarn\u00e1-lo hoje com autenticidade. O empenho direto que o Senhor nos confia e sobre o qual voltarmos todos a encarar com paix\u00e3o \u00e9 justamente o desafio de traduzir com autenticidade os valores do nosso carisma em culturas t\u00e3o diversas, t\u00e3o originais e t\u00e3o ricas, para que possamos ser nelas bom fermento do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Esta \u00e9 uma tarefa que chama em causa, <em>in primis<\/em>, justamente os frades que prov\u00eam daquelas culturas: dificilmente um europeu ou um americano poder\u00e3o encarnar o carisma em culturas que n\u00e3o sejam as suas; poder\u00e3o ajudar a transmitir os valores pr\u00f3prios da nossa vida franciscano-capuchinha, mas faz\u00ea-los reviver de maneira profunda e original em culturas diversas \u00e9 justamente tarefa de quem nasceu naquelas culturas, de quem respira o seu ar, e, por isso, pode entender como nelas \u00e9 poss\u00edvel introduzir o fogo da espiritualidade franciscana (cf. Mo\u00e7\u00e3o 1,4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 dois assuntos em particular sobre os quais vale a pena refletir sempre, pois s\u00e3o centrais em nossa identidade, e podem ter consequ\u00eancias importantes sobre o desenvolvimento da nossa Ordem: o tema da fraternidade<a title=\"\" href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> e o tema dos irm\u00e3os leigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">37. \u00c9 compreens\u00edvel que, em uma condi\u00e7\u00e3o de expans\u00e3o, as nossas novas presen\u00e7as se iniciem apenas com um ou outro frade. Mas \u00e9 compreens\u00edvel s\u00f3 como momento inicial. A coisa se torna problem\u00e1tica e discut\u00edvel quando, em territ\u00f3rios onde j\u00e1 estamos abundantemente presentes, abrem-se ulteriores lugares novos, geralmente para assumir a responsabilidade de par\u00f3quias, mas n\u00e3o se garante a presen\u00e7a nem ao menos do m\u00ednimo de tr\u00eas frades (cf. Const. 118,8). A fraternidade, nestes casos, torna-se apenas te\u00f3rica: falta a conviv\u00eancia di\u00e1ria, feita de ora\u00e7\u00e3o juntos, de confronta\u00e7\u00e3o e partilha da nossa vida e da nossa f\u00e9, de servi\u00e7os comuns realizados por todos a servi\u00e7o uns dos outros; falta a dimens\u00e3o pr\u00f3pria nossa da fraternidade, \u201clugar\u201d privilegiado no qual cada um pode encontrar Deus que lhe fala e lhe oferece todos os elementos necess\u00e1rios para o seu verdadeiro crescimento humano e espiritual segundo a nossa voca\u00e7\u00e3o; falta o \u201clugar\u201d onde, al\u00e9m do sentir pessoal, sempre a ser compartilhado para o crescimento de todos, juntos tamb\u00e9m possamos realmente discernir qual \u00e9 a vontade de Deus para a mesma fraternidade local, provincial e da Ordem inteira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">38. Outrora, para constituir uma fraternidade, era necess\u00e1rio que houvesse ao menos 12 frades. N\u00e3o poder\u00e1 ser assim hoje. Mas n\u00e3o podemos nem mesmo pensar que o nosso carisma encontre as vias para se encarnar com efic\u00e1cia divina nas diversas culturas, se n\u00e3o refletirmos com decis\u00e3o sobre a presen\u00e7a de fraternidades significativas, seja como n\u00famero, seja como vitalidade de rela\u00e7\u00f5es fraternas. Ser\u00e1 dif\u00edcil tamb\u00e9m um testemunho eficaz da nossa vida se nos apresentarmos apenas como operadores pastorais, totalmente dedicados ao minist\u00e9rio, e n\u00e3o express\u00e3o da vida fraterna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">39. A escassez bastante evidente de irm\u00e3os leigos nas novas \u00e1reas de desenvolvimento da Ordem p\u00f5e um problema: \u00e9 o Senhor que quer apenas capuchinhos ordenados <em>in sacris<\/em>, ou ent\u00e3o somos n\u00f3s que nos pensamos e nos propomos apenas como frades sacerdotes? N\u00e3o creio que seja uma quest\u00e3o de n\u00fameros, mas de identidade carism\u00e1tica! A nossa voca\u00e7\u00e3o \u00e9 para sermos irm\u00e3os e menores: todas as outras \u201cqualifica\u00e7\u00f5es\u201d n\u00e3o acrescentam ou tiram nada desta identidade; melhor, \u00e9 a partir desta identidade que todo o resto recebe a sua fisionomia pr\u00f3pria. N\u00e3o me qualifico, isto \u00e9, como frade menor porque sou sacerdote, ou porque tenho um t\u00edtulo de estudo, ou porque posso assumir posi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o consideradas de prest\u00edgio dentro da minha cultura. N\u00e3o me qualifico como frade menor porque posso guiar uma par\u00f3quia, administrar os sacramentos, dirigir uma escola ou assumir cargos de poder dentro da Igreja e da Ordem. Eu me qualifico como frade menor somente e na medida em que me empenho em viver o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, vivendo em obedi\u00eancia, sem nada de pr\u00f3prio e em castidade, com a particular predile\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o generoso, humilde e abnegado de si, e de proximidade aos \u00faltimos, aos exclu\u00eddos, aos pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">40. Por isso, em nossa Ordem h\u00e1 realmente espa\u00e7o para todos, n\u00e3o apenas para os chamados \u00e0 sagrada ordem. E \u00e9 por isso que tantos nossos irm\u00e3os leigos puderam alcan\u00e7ar a santidade sem ter sido sacerdotes, porque o ser ordenado n\u00e3o \u00e9 elemento necess\u00e1rio para viver a nossa voca\u00e7\u00e3o. Que grande testemunho do evangelho daremos, com o nosso modo de pensar e as escolhas que fazemos, se conseguirmos enriquecer todas as culturas desta identidade espec\u00edfica da qual o Esp\u00edrito nos doou para o bem do povo de Deus! Ser\u00e1 preciso encontrar maneiras para fazer passos significativos neste sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7173005\"><\/a><strong>b) Aberturas \u00e0 miss\u00e3o e colabora\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">41. Gra\u00e7as a Deus, j\u00e1 h\u00e1 um grande movimento em ato de irm\u00e3os da \u00c1sia e da \u00c1frica que se fazem dispon\u00edveis para sair da sua Circunscri\u00e7\u00e3o, em ajuda \u00e0s necessidades do mundo ocidental, ou mesmo em verdadeiras e pr\u00f3prias miss\u00f5es, chamadas <em>ad gentes<\/em>. H\u00e1 tamb\u00e9m exemplos de pequen\u00edssimas Circunscri\u00e7\u00f5es, com s\u00e9rias dificuldades de pessoal, que, apesar de tudo, n\u00e3o renunciam em p\u00f4r \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o alguns de seus membros para as necessidades da Ordem. Ser\u00e1 preciso que cres\u00e7a em todas as Circunscri\u00e7\u00f5es o empenho para valorizar ainda mais a dimens\u00e3o mission\u00e1ria, abrindo o cora\u00e7\u00e3o e pondo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o os irm\u00e3os, para que v\u00e3o anunciar o Evangelho fora do pr\u00f3prio territ\u00f3rio. Tal disponibilidade \u00e9 um sinal importante do crescimento e da maturidade de cada Circunscri\u00e7\u00e3o, tanto dos superiores como dos frades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">42. No Cap\u00edtulo Geral vieram \u00e0 tona, ainda uma vez, as dificuldades que se encontram quando uma Circunscri\u00e7\u00e3o depende diretamente do Ministro Geral e, por isso, o convite a proceder a respeito de maneira prudente. \u00c0s vezes, n\u00e3o parece haver alternativas, e se dever\u00e1 continuar a utilizar esta possibilidade oferecida pelas nossas Constitui\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o podemos nos limitar em apenas ver (cf. Const. 136,1). Crescendo em consist\u00eancia num\u00e9rica e em maturidade de f\u00e9, ser\u00e1 preciso tamb\u00e9m que cres\u00e7a e se desenvolva a responsabilidade direta das Circunscri\u00e7\u00f5es mais fortes rumo \u00e0queles territ\u00f3rios e \u00e0quelas presen\u00e7as que sentem dificuldades no an\u00fancio do Evangelho e na <em>implantatio Ordinis<\/em>. Este \u00e9 um empenho que, desenvolvido naturalmente em comunh\u00e3o com a Ordem, deve ser assumido, por\u00e9m, o quanto poss\u00edvel, em n\u00edvel de Prov\u00edncias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">43. Embora tenha crescido muito a sensibilidade de todos em rela\u00e7\u00e3o ao valor das colabora\u00e7\u00f5es entre Circunscri\u00e7\u00f5es de uma mesma \u00e1rea, e j\u00e1 estejam em ato muitas iniciativas totalmente positivas, seria um erro n\u00e3o avan\u00e7ar ainda mais. Percebe-se forte a necessidade, particularmente em \u00e2mbito formativo, de p\u00f4r \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o mais e melhores for\u00e7as, para os centros de forma\u00e7\u00e3o comuns. A Ordem tem investido nestes anos muitas energias para preparar adequadamente tantos frades, tanto para a forma\u00e7\u00e3o como para o servi\u00e7o acad\u00eamico: trata-se de centenas de confrades que puderam adquirir as necess\u00e1rias compet\u00eancias. Agora, devemos nos ajudar a fazer de modo que o bem recebido se torne generosidade a ser posta a servi\u00e7o, primeiramente, dos nossos irm\u00e3os em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">44. Em algumas \u00e1reas, h\u00e1 importantes centros de forma\u00e7\u00e3o interprovinciais, iniciados h\u00e1 anos. Acontece que, em alguns casos, quando surgem algumas dificuldades, os ministros decidem autonomamente, talvez com muita facilidade, retirar os pr\u00f3prios candidatos e os pr\u00f3prios professores da colabora\u00e7\u00e3o comum. Assim, os centros interprovinciais se enfraquecem e, \u00e0s vezes, a situa\u00e7\u00e3o pode se tornar insustent\u00e1vel. O caminho dever\u00e1 ser, ao contr\u00e1rio, o de se confrontar abertamente nas Confer\u00eancias, para encarar juntos os problemas e as leg\u00edtimas aspira\u00e7\u00f5es, e para buscar, o quanto poss\u00edvel, de maneira concorde, as melhores solu\u00e7\u00f5es para o bem dos candidatos, das Prov\u00edncias e da Ordem. Neste \u00e2mbito, pode ser de grande ajuda envolver no processo de decis\u00e3o tamb\u00e9m os respons\u00e1veis pelo Secretariado Geral da Forma\u00e7\u00e3o (cf. Mo\u00e7\u00e3o 1,3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7173006\"><\/a><strong>c) Condi\u00e7\u00f5es para a miss\u00e3o e a colabora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">45. \u201cO amor fraterno s\u00f3 pode ser gratuito, nunca pode ser uma paga a outrem pelo que realizou, nem um adiantamento pelo que esperamos venha a fazer. Por isso, \u00e9 poss\u00edvel amar os inimigos. Esta mesma gratuidade leva-nos a amar e aceitar o vento, o sol ou as nuvens, embora n\u00e3o se submetam ao nosso controle. Assim podemos falar duma <em>\u2018fraternidade universal\u2019<\/em>\u201d<a title=\"\" href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">46. Eu quis retomar esta afirma\u00e7\u00e3o do Papa Francisco, pois me parece indicar bem qual seja a condi\u00e7\u00e3o de fundo necess\u00e1ria, que permite uma abertura fecunda \u00e0 miss\u00e3o ou \u00e0s colabora\u00e7\u00f5es: trata-se da gratuidade. J\u00e1 Fr. Mauro J\u00f6hri nos tinha fortemente estimulado, indicando-nos a via para reacender a chama do nosso carisma<a title=\"\" href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>, bem como nos tinha oferecido diversas provoca\u00e7\u00f5es a respeito da miss\u00e3o<a title=\"\" href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. A via de fundo indicada por Mauro \u00e9 a do dom de si. Talvez seja importante retomar em considera\u00e7\u00e3o as duas cartas, pois nos oferecem v\u00e1rias sugest\u00f5es \u00fateis para encarar de maneira fecunda os desafios que est\u00e3o diante de n\u00f3s, o primeiro dos quais \u00e9 que a nossa voca\u00e7\u00e3o \u00e9 um chamado a sair de si para p\u00f4r-se gratuitamente a servi\u00e7o dos irm\u00e3os.<a title=\"\" href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">47. Causou impress\u00e3o a frase, referida no Cap\u00edtulo Geral, de um irm\u00e3o enviado em colabora\u00e7\u00e3o a uma prov\u00edncia da Europa. Tal irm\u00e3o teria feito esta amarga constata\u00e7\u00e3o: fui vendido pela minha Prov\u00edncia! Provavelmente era um sentimento pessoal em um momento de cansa\u00e7o. Por\u00e9m, ajuda-nos a entender bem que a disponibilidade \u00e0 miss\u00e3o e \u00e0s colabora\u00e7\u00f5es jamais poder\u00e1 ser verdadeira se for voltada apenas a \u00e1reas do mundo que ofere\u00e7am um alto padr\u00e3o de vida ou um retorno econ\u00f4mico para as Circunscri\u00e7\u00f5es que enviam, quando acabasse por faltar a disponibilidade para as \u00e1reas em que se podem sofrer pobreza e priva\u00e7\u00f5es. Como n\u00e3o se pode aprovar que as circunscri\u00e7\u00f5es que precisam valham-se de seus recursos econ\u00f4micos para \u201cadquirir\u201d o servi\u00e7o dos frades das Prov\u00edncias que t\u00eam disponibilidade de pessoal. Entre n\u00f3s n\u00e3o dever\u00e1 ser assim<a title=\"\" href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. A Ordem e todas as Circunscri\u00e7\u00f5es e todos os frades saber\u00e3o sustentar de outro modo e de maneira apropriada quem se faz dispon\u00edvel e chamado a ir generosamente \u201centre os sarracenos\u201d (cf. RB 12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">48. O amor fraterno, que nos impulsiona a ir e evangelizar segundo o mandato do Senhor \u2013 repetimo-lo com as palavras do Papa &#8211; <em>s\u00f3 pode ser gratuito, nunca pode ser uma paga a outrem pelo que realizou, nem um adiantamento pelo que esperamos venha a fazer<\/em>. Confiemos mais na provid\u00eancia divina, porque \u201cDeus, que nos chama a uma generosa entrega e a oferecer-Lhe tudo, tamb\u00e9m nos d\u00e1 as for\u00e7as e a luz de que necessitamos para prosseguir. No cora\u00e7\u00e3o deste mundo, permanece presente o Senhor da vida que tanto nos ama. N\u00e3o nos abandona, n\u00e3o nos deixa sozinhos, porque Se uniu definitivamente \u00e0 nossa terra e o seu amor sempre nos leva a encontrar novos caminhos\u201d<a title=\"\" href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7173007\"><\/a><strong>IV. A Ordem nas Am\u00e9ricas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">49. Tamb\u00e9m para as Am\u00e9ricas,\u00a0valem muitas\u00a0das\u00a0considera\u00e7\u00f5es feitas at\u00e9 aqui. Se at\u00e9 h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, poderia se pensar que esta seria a \u00e1rea em que a Ordem teria se desenvolvido mais, com sua pr\u00f3pria fisionomia e\u00a0com\u00a0alguns acentos que pareciam expressar melhor nosso carisma nas culturas ali presentes, hoje constatamos que a din\u00e2mica de crescimento estagnou. De fato, j\u00e1 existem v\u00e1rias circunscri\u00e7\u00f5es, em particular na \u00e1rea de l\u00edngua espanhola e em algumas prov\u00edncias da Am\u00e9rica do Norte, que sofrem muito com a diminui\u00e7\u00e3o acentuada dos frades. Penso que seja o momento justo no qual nos reunirmos para refletir sobre o que\u00a0est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">50. Considerando a grande for\u00e7a que a Ordem indiscutivelmente ainda possui nas Am\u00e9ricas, n\u00e3o \u00e9 justamente o caso de deixar espa\u00e7o a qualquer des\u00e2nimo, ainda que algumas \u00e1reas estejam em dificuldade. Ao contr\u00e1rio, vale a pena unir as for\u00e7as, para identificar juntos as vias que nos permitam que nos ajudemos reciprocamente e revitalizar, no melhor de nossas capacidades, a chama do nosso carisma no grande continente. Primeiramente, ser\u00e1 preciso percorrer com decis\u00e3o tamb\u00e9m a\u00ed a via da colabora\u00e7\u00e3o entre Circunscri\u00e7\u00f5es, j\u00e1 muito bem encaminhada em algumas \u00e1reas, e com bons frutos. Cremos que ser\u00e1 uma resposta eficaz, realmente qualificante de maneira concreta, a nossa fraternidade, tamb\u00e9m para aquelas \u00e1reas que sofrem neste momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">51. Vistos os resultados positivos e o impulso do Cap\u00edtulo, o Conselho Geral pretende verificar a possibilidade de iniciar tamb\u00e9m na Am\u00e9rica alguma fraternidade intercultural, como o \u201cProjeto Fraternidades para a Europa\u201d; consideramos, de fato, que possa ser um instrumento v\u00e1lido para dar nova seiva tamb\u00e9m a outras circunscri\u00e7\u00f5es fora dos limites territoriais do velho continente. Assim, para superar a designa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e levando em considera\u00e7\u00e3o este ano jubilar dedicado a S\u00e3o Louren\u00e7o de Br\u00edndisi \u2013 homem que sabia conjugar admiravelmente ora\u00e7\u00e3o prolongada, prepara\u00e7\u00e3o cultural e empenho incans\u00e1vel para implantar com efic\u00e1cia e fazer progredir vigorosamente a Ordem \u2013 pensou-se em nomear o Projeto n\u00e3o mais \u201c<em>Fraternidades para a Europa\u201d,<\/em> mas <em>\u201cFraternidades S\u00e3o Louren\u00e7o de Br\u00edndisi\u201d<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">52. Dado que os nossos irm\u00e3os da Am\u00e9rica s\u00e3o os mais diretamente implicados em todo esse caminho, e t\u00eam mais respaldo para refletir e identificar as vias id\u00f4neas para realiz\u00e1-lo, o Conselho Geral pensa em encaminhar a iniciativa de um Encontro Pan-americano de todos os Superiores Maiores do continente, a ser celebrado em outubro de 2020. Da\u00ed, esperamos poder amadurecer os crit\u00e9rios para uma maior ajuda rec\u00edproca e, eventualmente, tamb\u00e9m as sugest\u00f5es para eventuais mudan\u00e7as das estruturas das Circunscri\u00e7\u00f5es (Prov\u00edncias em Cust\u00f3dias, uni\u00f5es de Prov\u00edncias, novas Cust\u00f3dias, nova defini\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios das Circunscri\u00e7\u00f5es, etc.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7173008\"><\/a><strong>V. Outras propostas de anima\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">53. O quanto nos propomos em realizar com o encontro em outubro do pr\u00f3ximo ano para a Ordem na Am\u00e9rica, pensamos que seja igualmente \u00fatil e necess\u00e1rio reprop\u00f4-lo para toda a Europa em 2021. Temos tempo para prepar\u00e1-lo bem, mas confio que, no meio-tempo, desenvolva-se um s\u00e3o e sincero debate entre todos, \u00e0 luz dos sinais dos tempos com os quais o Senhor deseja indicar-nos o caminho, e que juntos sejamos chamados a ler e interpretar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">54. Visto o percurso de amadurecimento que somos chamados a realizar nos pr\u00f3ximos anos, e considerando que pode ser uma resposta justamente alinhada com os fervorosos apelos do Santo Padre, voltados a fazer com que a Igreja se disponha a uma dimens\u00e3o de \u201csa\u00edda\u201d a servi\u00e7o do Povo de Deus<a title=\"\" href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>, consideramos que possa realmente ajudar toda a Ordem voltar a refletir sobre a dimens\u00e3o mission\u00e1ria da nossa vida. Por isso, contamos poder celebrar, por volta da metade do sex\u00eanio, um novo CPO voltado ao tema da miss\u00e3o. Atrav\u00e9s do aprofundamento deste assunto, que confiamos que nos ajudar\u00e1 a orientar com maior seguran\u00e7a os passos que a Ordem est\u00e1 fazendo, seremos certamente estimulados fortemente a retomar em considera\u00e7\u00e3o a nossa vida de f\u00e9 e de ora\u00e7\u00e3o, a nossa voca\u00e7\u00e3o ao dom de si e o carisma da fraternidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">55. Convencidos de que atrav\u00e9s das indica\u00e7\u00f5es do Cap\u00edtulo Geral se expressa tamb\u00e9m o que o Senhor quer de n\u00f3s, sustentados pela consci\u00eancia alcan\u00e7ada por toda a Igreja, e pelos ensinamentos que t\u00eam servido a todos os crist\u00e3os, queremos insistir no empenho decidido em p\u00f4r em pr\u00e1tica todos os esfor\u00e7os de que somos capazes, para que n\u00e3o aconte\u00e7a mais de que alguns de n\u00f3s, ou quantos trabalham e vivem em nossos ambientes, cometam abusos de menores<a title=\"\" href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>. \u00c9 evidente que toda a Ordem tem feito um grande esfor\u00e7o para se dotar, nestes anos, de diretrizes ou protocolos adequados. Quem porventura ainda n\u00e3o o fez, dever\u00e1 providenci\u00e1-lo prontamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">56. Mas tamb\u00e9m deve ser de consci\u00eancia e responsabilidade de todos que n\u00e3o basta estar dotados de um protocolo: \u00e9 necess\u00e1rio se empenhar na forma\u00e7\u00e3o de todos os frades e de todos os colaboradores, particularmente daqueles que t\u00eam contato com menores, para que os protocolos de que estamos dotados sejam efetivamente postos em pr\u00e1tica. Sobretudo, \u00e9 necess\u00e1ria uma verifica\u00e7\u00e3o constante de que as a\u00e7\u00f5es empreendidas e praticadas para proteger com todos os meios os menores, e evitar que aconte\u00e7am no futuro outras condutas destrutivas para eles, sejam realmente id\u00f4neas e continuamente atualizadas. N\u00e3o podemos esperar que aconte\u00e7a o mal que n\u00e3o queremos, empenhemo-nos em preveni-lo! (cf. Mo\u00e7\u00e3o 3,1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">57. Por isso, os Conselheiros Gerais buscar\u00e3o ser particularmente sol\u00edcitos em apoiar este empenho, que \u00e9 de todos e de cada um de n\u00f3s, e, por ocasi\u00e3o das diversas visitas \u00e0s Circunscri\u00e7\u00f5es, para verificar o que realmente esteja sendo posto em pr\u00e1tica a respeito. Busquemos trabalhar com convic\u00e7\u00e3o e energia, e ser\u00e1 motivo de ulterior b\u00ean\u00e7\u00e3o da parte de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_Toc7173009\"><\/a><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">58. Nestes primeiros meses no servi\u00e7o que o Cap\u00edtulo Geral me confiou, pude ter maior consci\u00eancia de ao menos um fato: a nossa Ordem \u00e9 grande, \u00e9 realmente grande! \u00c9 grande n\u00e3o s\u00f3 porque o n\u00famero dos frades \u00e9 muito elevado, dentre os mais elevados das Ordens religiosas masculinas, e \u00e9 operante em quase todas as partes do mundo, mas porque nela descubro uma energia e uma originalidade na resposta ao Senhor realmente singular! A Ordem \u00e9 grande n\u00e3o s\u00f3 pela sua hist\u00f3ria gloriosa do passado, mas tamb\u00e9m porque \u00e9 chamada e tem todas as capacidades para construir uma grande hist\u00f3ria no presente e no futuro! Agrade\u00e7amos ao Senhor com todo o cora\u00e7\u00e3o e coloquemos nele toda confian\u00e7a renovada e segura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">59. Justamente, recordamos este ano o nosso ilustre santo Louren\u00e7o de Br\u00edndisi, que soube conduzir a Ordem com grande efic\u00e1cia e promover o seu crescimento na santidade. Lendo os diversos informativos enviados pelas Circunscri\u00e7\u00f5es, causa satisfa\u00e7\u00e3o constatar que h\u00e1 muitas pequenas e grandes iniciativas para celebrar adequadamente a ocorr\u00eancia. Mas n\u00e3o nos limitemos em record\u00e1-lo: a sua incessante obra e atividade a servi\u00e7o da Ordem e da Igreja, o seu percorrer repetidamente todas as estradas da Europa, despreocupado com as fadigas e inconvenientes, para estar presente onde as necessidades o exigissem e para desempenhar com generosidade as miss\u00f5es que lhe eram confiadas pelo Papa, sejam-nos de est\u00edmulo a percorrer, com renovado zelo, as estradas que hoje o Senhor nos abre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">60. Encontrando-nos, ao t\u00e9rmino do Cap\u00edtulo Geral, o Santo Padre nos indicou tr\u00eas caracter\u00edsticas\/modalidades que devem marcar cada passo nosso, que quero resumir assim: que continuem a ser frades do povo, cordialmente pr\u00f3ximos de todas as pessoas, tamb\u00e9m as mais humildes; que sejam frades de grande cora\u00e7\u00e3o para com todos, capazes de acolher com miseric\u00f3rdia e de administrar com generosidade a miseric\u00f3rdia de Deus; que sejam frades que rezam, que rezam tanto, mas de maneira simples, que possa ser de sustento \u00e0 maneira simples de rezar do povo. S\u00e3o coisas nas quais nos reconhecemos e que podemos todos fazer, em toda parte do mundo e em todo tempo, quaisquer que sejam a nossa condi\u00e7\u00e3o e os empenhos que nos aguardam<a title=\"\" href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">61. O Senhor tem confian\u00e7a em n\u00f3s. A Igreja tem confian\u00e7a em n\u00f3s. Caminhemos sem medo, confiando na prote\u00e7\u00e3o materna da Virgem Maria, Padroeira da Ordem, e na intercess\u00e3o de S\u00e3o Francisco, de Santa Clara, de S\u00e3o Louren\u00e7o e de todos os nossos santos. O empenho sincero reanime e alegre o cora\u00e7\u00e3o de todos e, dos l\u00e1bios de cada um de n\u00f3s, seja proclamada a mesma necessidade consoladora de agradecer ao Senhor.<\/p>\n<p>Roma, 14 de abril de 2019.<br \/>\nDomingo de Ramos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fr. Roberto Genuin<br \/>\nMinistro Geral OFMCap.<\/p>\n<p><strong>Vig\u00e1rio Geral<br \/>\n<\/strong>Fr. Jos\u00e9 \u00c1ngel Torres Rivera<\/p>\n<p><strong>Conselheiros Gerais<br \/>\n<\/strong>Fr. Norbert Auberlin Solondrazana<br \/>\nFr. Francesco Neri<br \/>\nFr. Carlos Silva<br \/>\nFr. Kilian Ngitir<br \/>\nFr. Piotr Stasi\u0144ski<br \/>\nFr. Pio Murat<br \/>\nFr. John Baptist Palliparambil<br \/>\nFr. Victorius Dwiardy<br \/>\nFr. Celestino Arias<\/p>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Louvores a Deus Alt\u00edssimo 3.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cf. Carta Apost\u00f3lica do Papa Francisco \u00e0s pessoas consagradas em ocasi\u00e3o do Ano da Vida Consagrada (21 de novembro de 2014).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> FRANCISCO, Carta Enc\u00edclica <em>Laudato Si\u2019<\/em> sobre o cuidado da casa comum (24 de maio de 2015).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Cf. FRANCISCO, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Evangelii gaudium<\/em> sobre o an\u00fancio do Evangelho no mundo atual (24 de novembro de 2013).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Cf. <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2018\/september\/documents\/papa-francesco_20180914_capitologenerale-cappuccini.html#DISCURSO_ENTREGUE_\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2018\/september\/documents\/papa-francesco_20180914_capitologenerale-cappuccini.html#DISCURSO_ENTREGUE_<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <em>Orientamenti per la collaborazione fraterna fra circoscrizioni, <\/em>Analecta OFMCap 128 (2012) n\u00ba 2 \u2013 segunda parte 725-729.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> M. J\u00d6HRI, <em>Fraternidades para a Europa: Reflex\u00f5es e indica\u00e7\u00f5es ap\u00f3s o encontro de F\u00e1tima, <\/em>Analecta OFMCap 131 (2015) 59-61.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> A vida fraterna minor\u00edtica \u00e9 o nosso modo espec\u00edfico de contribuir para o an\u00fancio do Evangelho e a miss\u00e3o: <em>A pr\u00f3pria vida fraterna, fermento de comunh\u00e3o eclesial, \u00e9 profecia da unidade definitiva do povo de Deus e constitui um testemunho essencial para a miss\u00e3o apost\u00f3lica da Igreja<\/em> (Const. 88,4).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> FRANCISCO, Carta Enc\u00edclica <em>Laudato Si\u2019<\/em> sobre o cuidado da casa comum (24 de maio de 2015), n. 228.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Cf. M. J\u00d6HRI, <em>Reacendamos a chama do nosso carisma!<\/em>, Analecta Francescana 124 (2008) 533-548.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Cf. M. J\u00d6HRI, <em>A miss\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o da Ordem<\/em>, Analecta OFMCap 125 (2009) 296-303.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Cf. A. SPADARO &#8211; M. BARTOLI &#8211; N. KUSTER, <em>Sei ci\u00f2 che dai.<\/em> <em>Conversazioni con Fra Mauro J\u00f6hri. Ministro generale dei Frati Minori Cappuccini<\/em>, Edizioni Padre Pio da Pietrelcina, Foggia 2018.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> <em>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o capuchinha, (os frades) insiram-se cordialmente no meio do povo de qualquer condi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o condicionem a pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o evangelizadora \u00e0 seguran\u00e7a econ\u00f4mica ou ao prest\u00edgio social, mas coloquem sua confian\u00e7a em Deus e na efic\u00e1cia da vida evang\u00e9lica<\/em> (Const. n. 177,5).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> FRANCISCO, Carta Enc\u00edclica <em>Laudato Si\u2019<\/em> sobre o cuidado da casa comum (24 de maio de 2015), n. 245.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Cf. FRANCISCO, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Evangelii gaudium sobre o an\u00fancio do Evangelho no mundo atual (24 de novembro de 2013) nn. 20-24.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Cf. Carta Apost\u00f3lica em forma de motu proprio do Sumo Pont\u00edfice Francisco Como uma m\u00e3e amorosa, de 4 de junho de 2016; Carta Apost\u00f3lica em forma de motu proprio do Sumo Pont\u00edfice Francisco Sobre a prote\u00e7\u00e3o dos menores e das pessoas vulner\u00e1veis, de 26 de mar\u00e7o de 2019.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Cf. <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2018\/september\/documents\/papa-francesco_20180914_capitologenerale-cappuccini.html#DISCURSO_IMPROVISADO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2018\/september\/documents\/papa-francesco_20180914_capitologenerale-cappuccini.html#DISCURSO_IMPROVISADO<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta \u00e0 Ordem no in\u00edcio do novo sex\u00eanio. 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